Everything in sight was covered in rust. A dead, rustic landscape, but it still had an apocalyptic beauty. An acid beauty, acid in fact, due to the, supposably, shooting marks on the metal tanks, from where the shiny liquid dripped. It was impressing the fact that even being almost destroyed it was still resisting, after all, even the sky was burning like a surreal sight of hell. Storms roared inside fire clouds and the thin rain seemed to evaporate just a few meters below.
The floor broke off with each of his steps, leaving behind faint footprints that faded with the lightest touch of the wind. That seemed oblivious to the surrounding chaos.
Far away the weak cry of the engines on the old machine house could be heard and occasionally the trembling caused by the readjustment of the propellers could be felt. Propellers that didn't had anymore the flame of the time when there was somenthing that could be called life. Some old maintenance robots roved adrift through the place, disoriented since the flaw on the city's artificial intelligence system.
Approaching the door he was able to see, near the wall, what looked like a metal piece and, just above, markings that seemed like made by fire on the wall. The heat coming from the metal piece could still be felt. After getting through the door, that opened with a painful howl, he thought to have seen movement, but, after looking around, everything seemed normal, quiet, dead.
The inside of the building had an acrid odor, like a mix of rust, smoke and a very unique essence. The essence of Death. The putrefied smell overran his nostrils and the heavy air made his eyes burn. When he was finally able to open then he was marveled with the sigh before him. He was proud of his, indeed, unique ability to see beauty even on the most chaotic landscapes. Where anyone would see only an uneventful sight of an architecture ruined by time, he saw an intriguing canvas of a shy burgundy, subtly covered by shadows. On a far corner shone, lightened by a small light stripe, a live, strong red. While he walked to the light he saw, at his right, inside the darkness, two dark blue spots of light, like eyes watching him. When close to the vibrant color, that shone under the weak light, he was not surprised to find out what it was, but to find it there. Blood. Even on a place so vacant of life, Death allowed no mistakes...
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sumimasen
Tudo o que se via estava mergulhado em ferrugem. Uma paisagem rústica, morta, mas que continha uma apocalíptica beleza. Beleza ácida, ácida de fato, graças, supõe-se as marcas de tiros nos tanques, de onde escorria o claro liquido. Era impressionante o fato de mesmo naquele estado aquilo resistir, afinal, até mesmo o céu envolta ardia em uma surreal visão do inferno. Tempestades rugiam no interior de nuvens de fogo e a fina chuva parecia evaporar poucos metros abaixo.
O chão se desfazia a cada passo seu, deixando para trás pegadas fracas que se esvaiam ao mais leve toque do vento, que parecia alheio ao caos existente ali.
Podia-se ouvir ao longe o fraco choro dos motores na antiga casa de maquinas e ocasionalmente podia-se sentir o tremor causado pelo reajuste dos propulsores, que agora já não possuíam mais a chama dos tempo em que naquele lugar havia o que pode-se chamar de vida. Alguns antigos robôs de manutenção vagavam a esmo pelo local, desorientados desde a falha no sistema de inteligencia artificial da cidade.
Aproximando-se da porta ele pôde ver, rente a parede, o que parecia ser metal, logo acima, marcas na parede que pareciam feitas a fogo. Ainda podia sentir-se o calor vindo da peça de metal. Ao passar pela porta, que abriu-se com um dolorido ganido, ele pensou ter visto movimento, mas ao virar-se, tudo parecia normal.
O interior do prédio possuía um odor acre, como uma mistura de ferrugem, fumaça e uma essência singular. Morte era essa essência. O odor putrefato lhe invadiu as narinas e o pesado ar lhe ardeu os olhos. Quando finalmente foi capaz de abri-los maravilhou-se com visão a sua frente. Orgulhava-se da, de fato, singular capacidade que possuía de ver a beleza até das paisagens mais caóticas. Aonde qualquer um veria somente uma monótona paisagem da arquitetura arruinada pelo tempo, ele via uma intrigante tela de um tímido vinho, sutilmente encoberto pelas sombras. Ao longe, no canto, um vermelho vivo, forte. Enquanto caminhava até a luz viu a sua direita, em meio a escuridão, dois pontos de luz azul escuro, como olhos o observando. Ao aproximar-se da vibrante cor, que brilhava sob a fraca luz, não se surpreendeu ao descobrir o que era, mas sim por encontrar aquilo ali. Sangue. Mesmo em um lugar tão sem vida a Morte não perdoa nenhum descuido...
O chão se desfazia a cada passo seu, deixando para trás pegadas fracas que se esvaiam ao mais leve toque do vento, que parecia alheio ao caos existente ali.
Podia-se ouvir ao longe o fraco choro dos motores na antiga casa de maquinas e ocasionalmente podia-se sentir o tremor causado pelo reajuste dos propulsores, que agora já não possuíam mais a chama dos tempo em que naquele lugar havia o que pode-se chamar de vida. Alguns antigos robôs de manutenção vagavam a esmo pelo local, desorientados desde a falha no sistema de inteligencia artificial da cidade.
Aproximando-se da porta ele pôde ver, rente a parede, o que parecia ser metal, logo acima, marcas na parede que pareciam feitas a fogo. Ainda podia sentir-se o calor vindo da peça de metal. Ao passar pela porta, que abriu-se com um dolorido ganido, ele pensou ter visto movimento, mas ao virar-se, tudo parecia normal.
O interior do prédio possuía um odor acre, como uma mistura de ferrugem, fumaça e uma essência singular. Morte era essa essência. O odor putrefato lhe invadiu as narinas e o pesado ar lhe ardeu os olhos. Quando finalmente foi capaz de abri-los maravilhou-se com visão a sua frente. Orgulhava-se da, de fato, singular capacidade que possuía de ver a beleza até das paisagens mais caóticas. Aonde qualquer um veria somente uma monótona paisagem da arquitetura arruinada pelo tempo, ele via uma intrigante tela de um tímido vinho, sutilmente encoberto pelas sombras. Ao longe, no canto, um vermelho vivo, forte. Enquanto caminhava até a luz viu a sua direita, em meio a escuridão, dois pontos de luz azul escuro, como olhos o observando. Ao aproximar-se da vibrante cor, que brilhava sob a fraca luz, não se surpreendeu ao descobrir o que era, mas sim por encontrar aquilo ali. Sangue. Mesmo em um lugar tão sem vida a Morte não perdoa nenhum descuido...
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